Mote:´"Juro: é só a cabecinha!"
Teu pedido inusitado
De pudica donzelinha
Me suplica em tom safado
Que eu só bote a cabecinha
Excitada vem a jura
Que profano com mentira
(Só explorando a tua gruta
Aplacarei tesuda ira)
Exorcizarei teu cabaço
Castelo que eu mesmo assombro
Mas com a glande, vai a haste
Pois meu pau não tem ombro
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Eleições 2010
Hoje acordei assustado, suando, de um pesadelo
Que se tornou pior quando vi que era é verdade:
As eleições estão chegando (foda, haja cabelo
Pra puxar), mas candidato que é bom, maldade,
Tá em falta. Olha o Lula, ou melhor, a Dilma
Fez plástica mas esqueceu o mais importante:
A barba. Acho que vou escrever pra ela: “Ilma.
Falta-lhe carisma, sobra-lhe um dedo.” Dante,
que fez do inferno comédia, gostaria. Forquilha
Pra seca de candidato! Olha, esse daí, o Serra
Inaugura maquete e fala bem do Bolsa Família
(Que ele mesmo esculachou). Na boa? Me erra!
E, Marina, você também: Vai regar uma planta!
Olho prum lado, dá urticária. Pro outro, dá medo.
Queria é gritar: “Faz como o Niemeyer: Levanta!
Ele já morreu e não tá nem aí. Volta Tancredo!”
Que se tornou pior quando vi que era é verdade:
As eleições estão chegando (foda, haja cabelo
Pra puxar), mas candidato que é bom, maldade,
Tá em falta. Olha o Lula, ou melhor, a Dilma
Fez plástica mas esqueceu o mais importante:
A barba. Acho que vou escrever pra ela: “Ilma.
Falta-lhe carisma, sobra-lhe um dedo.” Dante,
que fez do inferno comédia, gostaria. Forquilha
Pra seca de candidato! Olha, esse daí, o Serra
Inaugura maquete e fala bem do Bolsa Família
(Que ele mesmo esculachou). Na boa? Me erra!
E, Marina, você também: Vai regar uma planta!
Olho prum lado, dá urticária. Pro outro, dá medo.
Queria é gritar: “Faz como o Niemeyer: Levanta!
Ele já morreu e não tá nem aí. Volta Tancredo!”
Cobra
Cuidado com a automedicação, comentou uma cobra com a outra, tenho uma amiga que engoliu um viagra e caiu dura.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Nobre, não: Rei.
Dizem que o trabalho enobrece
Mas quem espalha esta merda
Sem pensar, parece que esquece
Que nobreza, meu filho, se herda
Só se for uma herança maldita
De algum um procurador sacana
Que, em nosso nome, com birita
Nos cornos, torrou nossa grana
E ainda fez uma dívida. Na boa?
Em vez de nobre, devo ser é Rei
Essa dor de cabeça é a coroa
(De espinhos). E se tô corcunda
Não é o trono: é o cetro...ei!
Alguém tira ele da minha bunda?!
Mas quem espalha esta merda
Sem pensar, parece que esquece
Que nobreza, meu filho, se herda
Só se for uma herança maldita
De algum um procurador sacana
Que, em nosso nome, com birita
Nos cornos, torrou nossa grana
E ainda fez uma dívida. Na boa?
Em vez de nobre, devo ser é Rei
Essa dor de cabeça é a coroa
(De espinhos). E se tô corcunda
Não é o trono: é o cetro...ei!
Alguém tira ele da minha bunda?!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O Enforcado
Queria o Brasil independente, logo,
Rápido, como quem tira o pai da forca
Por isso é que daqui, deitado, rogo
Com poesia, revirando Garcia Lorca
Que Tiradentes lá no Céu (Inferno
Não deve ser, pois infernizado em
Vida já tinha sido), e não só num caderno
Escolar, descanse, pois só fez o bem
Inconfidência? Não. Domingo em plena quarta!
E coincidência, ele ter sido esquartejado:
Só não mandei o chefe pro raio que o parta
Porque meu corpo estava lá, a cabeça no feriado
Rápido, como quem tira o pai da forca
Por isso é que daqui, deitado, rogo
Com poesia, revirando Garcia Lorca
Que Tiradentes lá no Céu (Inferno
Não deve ser, pois infernizado em
Vida já tinha sido), e não só num caderno
Escolar, descanse, pois só fez o bem
Inconfidência? Não. Domingo em plena quarta!
E coincidência, ele ter sido esquartejado:
Só não mandei o chefe pro raio que o parta
Porque meu corpo estava lá, a cabeça no feriado
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